quinta-feira, 22 de abril de 2010
Mortos-vivos - o verdadeiro horror
Sinto completamente que vivemos num mundo anestesiado.
O caso é que culpamos tudo ao redor para não nos vermos, e, talvez todos saibam e notem, mas em vez de sofrer ou de reverter as coisas, se acustumam a elas, como homens que somos, adaptáveis e cada dia mais robóticos.
Tudo que quero pra mim e para todos, é ser livre, das rédeas invisíveis que nos cercam, e cada dia que passa percebo com mais clareza, que as rédeas não estão no mundo, mas em nós mesmos.
Trago essa consciência como uma cruz, pois toda vez que eu mesma me olho, me vejo em extremos, sentindo muito ou nada.
Por isso necessito viver de verdade e essa frase pra mim simplesmente significa sentir, a dor, a alegria e tudo mais, sentir como sinto, sinceramente.
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Um comentário:
Olá!
Gostei muito do seu estilo de escrever. Me transportou de certa forma ao mundo de Clarice Lispector: complicado, sincero, caótico, problemático e tão belo, além de ser também muito realista (nos vemos na mesma situação ao lê-lo). Não é nada claro mas de tão escuro que é suas palavras, tudo isso faz com que sirva de espelho e haja a reflexão. Pronto! Nos vimos no texto.
Abraço e sucesso!
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